PROJECTO EDUCACIONAL DE DIVULGAÇÃO E PRÁTICA DA FILOSOFIA - NOVAS PRÁTICAS FILOSÓFICAS

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sábado, 25 de abril de 2015

O Prisioneiro Voluntário

- Filosofia é a junção de duas ideias: Philo (amor/amizade) e Sophia (saber/ sabedoria). E, como tal, quer dizer amor à sabedoria.

«- Ah, então eu sou filósofo!» Rian



John Locke acompanhou-nos durante esta semana na escolinha de Benfarras e Mãe Soberana (Loulé), com alunos dos 3º e 4º anos.
A sua experiência de pensamento, a fim de investigar a definição de Liberdade, teve o efeito de perplexidade (- Isso nem parece uma prisão!) e de esclarecimento/ definição. O que se procurava, portanto.

Um homem é levado, durante o seu sono, para a prisão. Tem uma cama confortável, pode escolher livros para ler e tem uma boa colecção de música. Tem até uma companhia com quem gosta de conversar e trocar ideias. Sente-se bem na prisão, não quer sair de lá. Contudo, caso quisesse, não podia. É este homem livre? - é esta a proposta do filósofo e também a nossa pergunta.

E, sinceramente, está mesmo tudo no quadro. Ora espreitem e tentem encontrar
* a diferença entre liberdade absoluta e relativa;
* razões justificativas para as teses "O prisioneiro é livre." e "O homem não é livre.";
* a diferença entre "não querer sair", "não poder sair" e "não querer sair e poder sair";
* a capacidade de exercer a escolhas;
* exemplos de coisas que não podemos mesmo fazer, como voar ou ficar debaixo de água durante horas sem a ajuda de qualquer máquina 
* ...

Só não ficou objectivamente registado  o carácter irresistível da discussão, para o Rúben em especial, que diz não colocar o dedo no ar para "Quem ouviu a história?" nem para "Quem não ouviu a história?" porque não gosta de estar dentro da sala. Mas que nos brindou, voluntariamente, a partir do meio da sessão, com alguns exemplos de coisas que podemos escolher e de coisas que não podemos escolher. 




 E para terminar, ainda tive direito a uma prendinha!
Obrigada a todos pelas sessões calorosas.

sábado, 18 de abril de 2015

Quais as razões para dizermos que algo é real?

Quais as razões para dizermos que algo é real?
Uma maçã de peluche, é real?
Uma ideia, é real?
A imaginação, é real?

Qual a diferença entre real e verdadeiro? 
Qual o oposto de real?
Os sentidos bastam (condição suficiente) para dizer-nos o que é real?

 


Este foi o percurso dos filósofos da Escola EB1 Hortas de Stº António, em Loulé (Tempos Brilhantes).


A experiência da Filosofia foi: divertida e confusa, boa e diferente. E trouxe ao pensamento as consequências que, por analogia, o desporto traz nosso corpo: rapidez, saúde, força, boa disposição. Fez-nos apanhar ar e não terminou sem a comunidade de investigação tomar consciência de diversos momentos em que o diálogo, ouvir os outros ajudou cada participante a corrigir-se. Sem dúvida um dos melhores momentos da sessão!

«A sua pergunta ajudou, quando me perguntou se ter caule, ser vermelha e ter uma abelha bastam para algo ser uma maçã.» (L.)
«O D. ajudou A. quando lhe disse que o contrário de verdadeiro era falso e não real.» (M.)
«A C. ajudou todos quando teve a ideia de que todas as maçãs eram reais.» (J.) Ainda ninguém tinha pensado nisso.
«O grupo ajudou o R. a mudar de ideias quando deu o exemplo do ar - que não podemos, mas é real.» (I.)
...
Grata a todos pelo empenho!!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Tempos de Filosofia, Tempos Brilhantes

O anel de Giges, mito platónico que nos chega através de A República (sec. IV a.C.), abriu uma série de sessões de Filosofia para Crianças que a Tempos Brilhantes promove no concelho de Loulé, integrando parte da sua oferta educativa.

O 4º A da escola EB1 Mãe Soberana revelou-se uma Comunidade de Investigação e pêras!
Já tinham ido ao dicionário ver o que era Filosofia, perguntaram se Filosofia se escrevia assim - "Filosofia" - e logo descobriram que uma colega estava lá dentro: a Sofia.
Expliquei-lhes a formação da palavra Philo+Sophia e que significava, então, amor à sabedoria.
Sugeri a experiência, e não a explicação, como forma de perceber melhor do que se trata.
Assim foi, e com o auxílio de Platão, ouvimos acerca do anel com poderes de invisibilidade que fez com que Giges deixasse de ser um simples pastor e se tornasse Rei.
Todos ouviram, perceberam e gostaram da história mas a L. logo avançou «- Só não gostei da história numa parte: o Giges usava o anel só em seu benefício, e nunca em benefício dos outros.» 
- Mas isso que dizer que não gostaste da história ou do que o Giges fez?
- Do que o Giges fez.

Consciencializada esta diferença, avançamos.

A pergunta era simples: O que farias se fosses invisível?
Respostas bem variadas e, com a excepção de um «- Não sei. Não sei mesmo...», não tão invulgar como isso, bem definidas. Umas cheias de estratégia, outras mais simples e prosaicas, mas todas sinceras:
- roubava o dinheiro de todas as casas;
- abria o frigorífico e comia tudo o que me apetecesse;
- entrava no avião e viajava até à Roménia;
- tirava o dinheiro à minha mãe para ir comprar chuteiras e o equipamento todo que me apetecesse;
- comia as guloseimas todas do Continente;
- saía de casa e ia brincar até às tantas da noite com os meus amigos;
- vendia o anel: a minha mãe fica muito irritada e preocupada quando eu desapareço e eu não quero isso. Mas tinha que ter cuidado, porque podia ganhar dinheiro mas também alguém podia ir contar à polícia...
- ia buscar o IPad ao quarto dos meus pais para jogar;
- pregava sustos às pessoas;
- ia ao stand e trazia dois Ferraris e, na loja de música, roubava um piano (adoro piano!);
- ...

Pois bem, por vezes, esquecemo-nos de alguns pormenores. Foi aí que a Comunidade de Investigação nos ajudou a corrigir algumas ideias. Por exemplo, mesmo que tenhamos o anel de Giges: o figorífico continua a ver-se (a abrir sozinho, neste caso);  a nossa mãe ia dar, mais cedo ou mais tarde, pela falta do dinheiro; as máquinas das lojas detectam as coisas a passar, mesmo que elas sejam invisíveis; os papéis das guloseimas continuam a ser visíveis; continuamos a precisar de força para transportar o piano, não basta ser invisível... 

O tempo voou e certamente muitas coisas ficaram por perguntar. (Porque é que é necessário sermos invisíveis para fazer esta coisas todas? ou Gostarias de ser invisível? são certamente duas delas.)
Mas não a questão fundamental que o mito coloca! Quando alguém assume que vendia o anel porque a (...) mãe fica muito irritada e preocupada quando eu desapareço e eu não quero isso, é porque o olhar dos outros ante as nossas acções não é tudo! 


Levámos o mesmo desafio aos pais e encarregados de educação: «O que farias se fosses invisível?»
- Ahhh, boa!!; - Yes, vou perguntar!; - Hiiiiii...
(Serão os adultos tão sinceros como os mais pequenos? Resta-nos esperar para saber!)



O que fizémos durante a sessão? (Pedi para usarem verbos.)
- Falar; - Associar ideias; - Demos fome aos outros (porque estavamos sempre a falar de gulosseimas e comida); - Criticamos os outros. Não, não, não é isso! Criticamos as ideias dos outros!

Parece-me que não estivemos nada longe da Filosofia em exercício!, mesmo nada!


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- És do Porto? - O Louletano já ganhou ao Boavista, no meu escalão. - Adorei a sessão!
- Agora quando vens outra vez? - Ainda quero ver o que os meus pais vão responder!


Obrigada pelo entusiasmo e colaboração de todos!!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

E se...?

E se formos deuses?
E se o apocalipse zombi for real?
E se o universo fosse preto?
E se não jogarem?
E se o mundo explodisse?
E se a bomba nuclear expodir a Terra?
E se o tigre for macaco?
E se fosses mudo, o que farias?
E se eu for passear com o meu pai?
E se as pessoas não coubessem no mundo?
E se nós em vez de falar, assobiássemos?
E se as férias não existissem?
E se eu apagar o quadro?
E se não houvesse humanos?
E se a tecnologia acabasse com o mundo, o que farias?
E se o ontem fosse amanhã e amanhã fosse ontem?
E se não houver comida e só houvesse água?
E se visses uma cobra?
E se o meu pai se matasse?
E se existisse um número maior do que o infinito?
E se não houvesse árvores?
E se os pinguins gostassem de sangue quente?
E se o Pai Natal existisse?
E se os heróis Marvel existissem, gostavas de os ter por perto?
E se o Ronaldo gastasse o dinheiro todo?
E se uma bola falasse?
E se não houvesse o sol e a lua?
E se estivesse a nevar?
E se não existissem bebés?
E se eu não pensar?

(Sessão de Filosofia com Crianças, 3º e 4º ano)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Fazer Filosofia a partir de A Grande Invasão no Centro Cultural Vila Flor - Guimarães

Sábado, 11 de Abril: Concluído o teatro-conferência, para o público geral
é hora de Diálogo Filosófico: ouvir, reflectir, questionar e pensar em conjunto.

Entre 13 e 17 de Abril andaremos por escolas de Guimarães
 a provocar pensamento com alunos do 1º e 2º Ciclos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Formação: Pensamento e Diálogo na Sala de Aula, Diálogo e Pensamento sobre a Sala de Aula

A formação tem dois objectivos orientadores:
  • dotar os participantes de competências de facilitação de experiências promotoras de pensamento e flexibilidade cognitiva na sala de aula;
  • promover diálogos reflexivos e críticos sobre a prática docente, seus objectivos e fundamentação.
A dinâmica visa a construção de uma experiência colaborativa de aprendizagem guiada pelo questionamento, diálogo e busca do bom argumento.


A acção de formação conhece ligeiras adaptações em função da tipologia dos participantes.Também a construção dos grupos (máximo de 20 pessoas) respeitará os diferentes ciclos a que pertencem os docentes.
Nuno Paulos Tavares é formador certificado pelo CCPFC - Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua do Ministério da Educação, pelo Sistema Nacional de Certificação Profissional do Instituto de Emprego e Formação Profissional e consultor filosófico certificado pela American Philosophical Practitioners Association (APPA), Institut de Pratiques Philosophiques (IPP - França) e Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico (APAEF).
Informações e Marcações:

sexta-feira, 20 de março de 2015

- Porque fazemos as coisas que fazemos nas sessões de FILOSOFIA?

Esta foi uma das questões da ficha orientadora do diálogo sobre o nosso percurso de 20 sessões de Filosofia no 1º Ciclo no Colégio Efanor. As respostas foram inicialmente apresentadas por escrito.
Ouçamos a Inês P.:
"Porque nos ajuda a pensar, a conhecer as ideias dos amigos, a descobrir coisas em conjunto e pensar em coisas que nunca pensámos."

sábado, 14 de março de 2015

Filosofia para Crianças e Storytelling - Workshop em Faro

Decorrido mais um workshop, desta vez associando o Storytelling, como meio de cativar afectivamente uma comunidade de investigação, a Filosofia para Crianças pôs esta manhã uns quantos adultos a pensar.


A contadora convidada, Dina Adão, agraciou-nos com duas histórias (O Homem à Procura da Sorte, de Patrícia Freire e O Pacote de Bolachas, de Luís Carmelo) que nos fizeram pensar sobre onde estará o sentido da vida (se é que existe!), a felicidade, a partilha e a tranquilidade, bem como sobre quais as melhores formas de agir quando não se percebe nada do que se está a passar
Bem, o grupo acabou por colocar em cima da mesa que a melhor forma de agir, talvez mais vezes que o desejável, não é coincidente com a mais frequente. Porque será que sorrimos, fingimos que não se passa nada ou mesmo ficamos ofendidos em vez de perguntar??


 Algumas competências foram sendo actualizadas ao longo dos exercícios propostos, as mesmas que um facilitador de Filosofia para Crianças deve estimular: produção de perguntas; análise de perguntas; melhoria das mesmas (simplificação, eliminação de pressupostos dentro da pergunta ou de orientações de resposta que a própria formulação pode conter); fundamentação de respostas; contra-argumentação; distinções...

Os conceitos utilizados na meta-discussão acerca desta manhã de trabalho surgiram em forma de imagem e explicaram-se em palavra:
 


Calma - Energia - Crescimento - Janelas - Provocação - Parar - Mergulho -
 Abertura de Espírito




Todos os participantes consideraram que este workshop alterará algo no seu dia-a-dia (profissional e/ou pessoal), ou pelo menos reforçará uma prática já sua - questionamento; reflexão acerca da própria prática pedagógica;
escutar os outros e ter espírito aberto;
renovar a abordagem de questões essenciais com os alunos;
inspiração para algumas actividades para implementar em Filosofia para Crianças;
pensar a forma como questionamos.

Do mesmo modo houve unanimidade em considerar desejável, quer a Filosofia para Crianças quer o Storytelling, de uma forma regular na educação. Isto porque:
permite explorar vários aspectos de uma questão;
é uma forma muito eficaz de as crianças desde pequeninas interiorizarem o respeito por si e pelos outros;
é de extrema importância que as crianças se questionem para ultrapassarem os obstáculos que vão surgindo nas suas vidas;
ajuda-nos a melhorar a nossa acção enquanto educadores; permite o auto-conhecimento; precisamos de saber escutar;
é importantíssimo trabalharmos com as crianças no sentido de lhes permitir interpretar as histórias e saber retirar delas as questões mais pertinentes e crescer com elas.

No final da sessão de trabalho uma das participantes  salientou o quão positiva seria a participação de pessoas de outras áreas profissionais, que não a Educação, neste tipo de eventos - não necessariamente de Filosofia para Crianças mas de Filosofia Prática. Nós por cá, concordamos inteiramente!! Fica o convite para o próximo workshop onde se pára para pensar!

Até breve e obrigada a todos pela participação!

P.S.: Foi óptimo rever algumas caras e igualmente bom conhecer caras novas!

sexta-feira, 6 de março de 2015

CAFÉ FILOSÓFICO - O que é a Arte?

A pergunta que iniciou a investigação no CAFÉ FILOSÓFICO de 5 de Março no CAE (Centro de Artes e Espectáculos) São Mamede em Guimarães:
 
- O QUE É A ARTE?
 
O nosso CAFÉ FILOSÓFICO: siga o LINK. 

Uma parceria Enteléquia - Filosofia Prática ® e ASSP (Associação de Solidariedade Social dos Professores) - Delegação de Guimarães.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Uma Pizza com os Ingredientes Essenciais

Treinando o raciocínio por analogia, as definições e as condições necessárias, chegamos aos ingredientes indispensáveis para uma sociedade.
Aqueles acerca dos quais tivemos dúvidas, não foram colocados na pizza - foi o caso de Deus e de casa.




Sessão de Filosofia para Crianças com o 2º ano.

terça-feira, 3 de março de 2015

Café Filosófico em Guimarães - 5 de Março

São Mamede  - Centro de Artes e Espectáculos
Quinta-feira, 5 de março, com início marcado para as 21h30. 


O nosso CAFÉ FILOSÓFICO: siga o LINK.
Mais um momento da parceria com a
ASSP (Associação de Solidariedade Social dos Professores)
- Delegação de Guimarães

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

2º Café Filosófico com Pais no Colégo Efanor

O percurso do diálogo:
 
- Enquanto educadores, sabemos porque fazemos o que fazemos?

- Porque fazemos o que fazemos?

- O que fazemos adequa-se aos objectivos que perseguimos?


«O Paraíso são os Outros»?

«Este livro surge depois de, no romance intitulado A Desumanização, reflectir acerca da popular expressão de Sartre. Como acontece ali, também esta história seria narrada por uma  menina. A passagem que me trouxe a este resultado diz:

"O Inferno não são os outros, pequena Halla. Eles são o paraíso, porque um homem sozinho é apenas uma animal. A humanidade começa no que te rodeia, e não exactamente em ti. Ser-se pessoa implica a tua mãe, as nossa pessoas, um desconhecido ou a suia expectativa. Sem ninguém  no presente ou no futuro, um indivíduo pensa tão sem razão quanto pensam os peixes. Dura pelo engenho que tiver e perece como um atributo indiferenciado do planeta. Perece como uma coisa qualquer."»
Valter Hugo Mãe, nota do autor em O Paraíso são os Outros. Porto Ed.

Javier Sobrino, Um Segredo do Bosque, OQO Ed.
Depois de Um Segredo do Bosque, onde o amor por vezes é visto como um problema, esta obra de Valter Hugo Mãe pareceu-me um bom caminho.
Ainda mais porque uma das ideias fortes da última sessão de Filosofia para Crianças com o 4º e 3º anos (defendida com afinco pela A., 3º ano) foi a de que, apesar de todas as dores de barriga, falta de palavras, vergonha e ficarmos paralisados e especados, vale a pena estar apaixonado!! «Vale mesmo a apena amar até se o outro não nos liga!» (A.)
Procurando explorar uma das mensagens em Sarte  que Valter Hugo Mãe cita: 
Um indivíduo, sozinho, é uma pessoa?


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

«Um Segredo do Bosque»

«Num bosque do Norte, num dia de primavera, um esquilo fez um amigo novo, com quem partilhou algumas das suas nozes. O amigo partiu sabe-se lá para onde, mas ficou para sempre no coração do Esquilo, que doravante ficava com os olhos nublados e sentia cócegas no nariz (entre outros sintomas…) de cada vez que pensava nele. Sem perceber o que se passava consigo, falou com amigos como o Raposo e o Urso que o ajudaram a perceber que sentia algo de especial por aquele amigo... »
Um Segredo do Bosque
Javier Sobrino (texto), Elena Odriozola (ilustração), OQO (editora)


Esta é a sinopse da história que abriu a nossa sessão de Filosofia para Crianças, com o 2º ano. O amor tão imprevisto quanto insuspeito do bosque levou-nos a pensar sobre:
* Como sabemos que estamos apaixonados?
* Como ficamos quando estamos apaixonados?
Porquê?
* Qual a melhor maneira de dizer à pessoa por quem estamos apaixonados o que sentimos?

Sabemos que estamos apaixonados quando só pensamos na pessoa; estamos sempre a ver a pessoa; ficamos corados; ficamos nervosos, esclarece o grupo.

À parte dos conselhos de «urso grande» e «lobíssimo do lobo», os participantes não estavam fracos de ideias para dizer a alguém que se está apaixonado: Olhos nos olhos; em público; só os dois e dizer tudo o que sentimos; com uma canção; numa carta; marcar um encontro; ir jantar; ir dançar...

E quanto a amores improvavéis e a palpites alheios, talvez esta história ainda nos tenha algo mais a proporcionar! Ora espreitem:

 

Imagens e sinopse in http://www.catalivros.org



Grata a todos pela sessão.













sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Preferes pegar numa rã ou ser beijado por um macaco?

Inspirada por Jason Buckley, a sessão do 2ºA foi de escolhas. Difíceis por vezes...

O que preferes:
- Ser perseguido por um leão ou que uma cobra deslize por ti?

- Pegar numa rã ou ser beijado por um macaco?

- Comer um caracol ou comer um ratinho?

- Ver televisão com um assassino ou correr com um tigre?

- Entrar num aquário com uma enguia eléctrica ou ser picado por um mosquito?

A comunidade de investigação foi escolhendo, mais ou menos facilmente, entre os dois pólos propostos.
Houve quem mudasse de ideias - de facto se a cobra for venenosa, é melhor ser perseguido por um leão. Pode ser que não nos apanhe... (D.)

Para quem adora macacos, a segunda opção nada teve de custosa, apenas direito a algumas reservas - o macaco narigudo não!!! E este aqui dos dentes, da família do Mandril, também não!! (O D. entretanto deu um saltinho à biblioteca para nos mostrar um livro sobre macacos.) Pesou também o facto de algumas rãs, cor-de-laranja com umas pintinhas [serem] venenosas, por isso, prefiro ser beijado por um macaco.


Outros colegas, já na terceira opção, decidiram-se por comer um ratinho, porque tem carne e porque no Japão também se come e eles gostam. (T. e S.)

Ver televisão com um assassino é que NEM PENSAR! Além disso, se nos corportarmos com calma e se dermos comida ao tigre ele, apesar de feroz (S.), não nos fará mal. (D.)

A última foi fácil: ser picado por um mosquito, claro! (porque aqui nesta sala ninguém é alérgico!)

- A professora é um monstro, só põe coisas más!!
(sorrisos)
Bem, foi vez de deixar coisas assustadoras de lado:
Mousse de Chocolate ou Baba de Camelo?

As opiniões divergiram mas sem dificuldades de escolha pois, de facto, uns gostavam mesmo mais de uma sobremesa do que doutra.
- São capazes de me dar uma opção que seja mesmo difícil de escolher?
- «MacDonald's ou Mousse de Chocolate?» Aí é que era mesmo muito difícil para mim escolher: adoro os dois! (D.)

- Percebo... Agora são vocês a dar as opções. Já sabem qual é regra que têm de seguir?
- Sim, têm de ser os dois muito maus, ou muito bons! (T.)

Eis os resultados:
* Ir à escola ou comer um leão?
* Fazer o TPC ou ter óculos minúsculos?
* Ter esquilos ou ter filhos?
(- Porquê este par de coisas, S.?
- Porque gosto muito dos dois!)
* Ser comido por um leão ou por um gorila?
* Comer baba de camelo ou comer o cão?
* Comer um livro ou beber coca-cola? (-Oh, este não dá muito bem, claro que toda a gente prefere beber coca-cola... (S.)
* Ter Invizimals no quintal ou ter o Super-Mário no quintal?
* Ser uma menina ou usar óculos? - a S. fez uma cara esquisita como que não percebendo a disjunção: - Mas...Eu sou os dois!...

Sim, parece que isto dos dilemas tem mais que se lhe diga... E talvez as disjunções exclusivas surjam numa das próximas sessões de Filosofia para Crianças.






Grata pela sessão

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Investigar a Liberdade com o 4º ano do Colégio do Sardão


No blog do 4º A, portefólio digital das suas atividades, pode ler-se:
 
" Hoje, sexta-feira, assistimos a uma sessão de Filosofia para Crianças com o orientador Nuno. Depois de ouvirmos a história de Ulisses e dos seus marinheiros ficamos a refletir sobre os vários desafios que o orientador nos ia colocando.
Foi muito divertido, pois, por vezes, ficávamos com dúvidas sobre as nossas certezas."

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Fábio Coentrão Foi Vendido ao Real Madrid

A última sessão  de Filosofia para Crianças com o 2º ano foi um pouco irrequieta, dado uns bichinhos carpinteiros que andariam pela sala, com certeza!

Contudo, algumas questões interessantes foram sendo levantadas, seguidas da imediata reacção à tarefas que propus aos elementos da comunidade de investigação (criar um anúncio sobre si próprios): «-Eu não quero ser vendido(a)!!»

Porque é que não se devem vender seres humanos?
E objectos, há problema em vender objectos?
E animais? Porquê?

bichinhos carpinteiros
- Sim. - Não. - Porque vão para uma família que os trata bem. - Mas podem também não ir... - Porque também merecem cuidado. - Mas vender desrespeita. - ...
bichinhos carpinteiros
bichinhos carpinteiros
Lá do fundo: «- Mas vendem-se jogadores. O Fábio Coentrão foi vendido ao Real Madrid; o Moutinho foi vendido ao Mónaco. E o André Gomes que foi para o Valencia.» (R.)

- Ohh! Interessante, então afinal vendem-se pessoas. O que é que eles foram para lá fazer?
- Jogar futebol! É o que eles fazem, é jogar futebol. [dahh]
- E podem usar a roupa que quiserem?

bichinhos carpinteiros
- Siiim. - Nãaao.
bichinhos carpinteiros
bichinhos carpinteiros
 
M. - Não, não podem. É o clube que manda nas camisolas.
facilitadora - Mas, estás a falar nos jogos, em campo?
M. - Sim, não são eles que escolhem.
facilitadora - E quando acabam os jogos? Quando vão para casa, por exemplo?
M. - Ah!, aí vestem a roupa que quiserem.
L. - Há a roupa da pessoa e a roupa do jogador.
facilitadora - Hummm... Percebo. Então compraram a pessoa ou o jogador?
 
bichinhos carpinteiros
- O Jogadoooor!
bichinhos carpinteiros
bichinhos carpinteiros
 
Leram-se os anúncios de cada um e chegou-se a um slogan que benficou no ouvido:
«- Bráz, tu és capaz!»


 
 
Grata a todos pela sessão!
(todos os nomes dos participantes são fictícios)