PROJECTO EDUCACIONAL DE DIVULGAÇÃO E PRÁTICA DA FILOSOFIA - NOVAS PRÁTICAS FILOSÓFICAS

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American Philosophical Practitioners Association (APPA); Institute for the Advancement of Philosophy for Children (IAPC); Institut de Pratiques Philosophiques; Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico (APAEF); Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).
Membro afiliado do Institute for the Advancement of Philosophy for Children (IAPC).

terça-feira, 25 de Novembro de 2014

As tuas ideias pertencem-te?

 

O livro que levei comigo era um...
Mas o que nos acompanhou durante a sessão foi outro, que pelas mãos da Lígia nos chegou da Biblioteca: O que é o Saber?, do professor Oscar Brenifier editado em Portugal pela Dinalivro.

 
Escolhemos trabalhar o separador Ideias e a primeira pergunta - As tuas ideias pertencem-te?
A Lígia experimentou comigo o papel de facilitadora de uma sessão de Filosofia para Crianças, o Gonçalo ajudou na escuta do essencial e sua anotação no quadro.
 
A Lígia rapidamente percebeu que tinha que perguntar o porquê das respostas afirmativas e das negativas.
As nossas ideias pertencem-nos porque saem da nossa cabeça, nós construímo-las com o nosso cérebro e, se nos dão a ideia ela é nossa, foram as justificações apontadas.
(As variantes a este sim foram o não e um mais ou menos que tinha dificuldades em posicionar-se numa das anteriores por verificar que há situações em que a ideia é nossa (partiu de nós, da nossa cabeça) e outras em que, partilhada, passa a ser de uma equipa ou de um grupo.)
 
Ora, observando esta última justificação e a situação da equipa que recebe uma ideia de alguém, a Lígia e eu resolvemos passar a uma segunda pergunta: o que te põe as ideias na cabeça?

Os sentidos,
um livro,
outra pessoa,
um tablet e a internet,
as proteínas e a força sanguínea,
perguntas,
Filosofia e disciplinas,
brincar,
actividades,
crescimento
(João- À medida que crescemos vamos sabendo mais coisas, ficamos como mais ideias.
Pára tudo: Gonçalo - Isso quer dizer que os mais crescidos são mais inteligentes do que os menos crescidos?! Claro que não!  O João esclareceu: - Ficamos a saber mais coisas, mais matemática, mais palavras, mas podemos não ficar mais inteligentes.),
discutir e conversar,
e a hipnose
(se bem  que o Diogo queria caracterizar aquelas situações em que ficamos UAU!!, boquiabertos e pasmados com algo. São situações emocionantes e ficamos com aquela ideia na cabeça. O grupo reviu o conceito e sugeriu espanto. O Diogo aceitou a sugestão.).
 
Foi tão fácil concluir como ouvir o toque de saída: grande parte das nossas ideias (senão a maioria ou mesmo a totalidade) vêm de coisas, pessoas ou situações fora de nós, por isso uma das primeiras ideias avançadas - saem da nossa cabeça - ganhou uma dimensão bem mais restrita!
 
 

 
 
Grata a todos pelo empenho!!

Ouçamos a Francisca: ideias maiores, melhores e mais grandiosas!

FILOSOFIA COM CRIANÇAS - 1º CICLO - COLÉGIO EFANOR
 
Depois de 2 meses de sessões, chegou a altura de indagar:
A resposta da Francisca foi a escolhida para análise.
"Maiores, melhores e mais grandiosas. "
Porquê? Como? Exemplos? O que acontece?
 

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

Filosofia no Pré-Escolar - ÉS UMA PESSOA TOTÓ? ÉS TRAQUINAS OU NÃO ÉS?

Agrupamento de Escolas S. Miguel de Nevogilde, Porto.
Pré-escolar:  grupo dos 5 anos.

O estímulo desta semana foi uma pergunta: O QUE É CONHECER UMA PESSOA?
Depois de 10 minutos o grupo acordou numa possibilidade: É SABER COISAS SOBRE ELA, COMO É POR FORA E POR DENTRO.
 
Então, QUE PERGUNTAS PODEMOS FAZER PARA CONHECER ALGUÉM? (A Lara lembrou que já nos conhecemos há muito tempo. Se calhar era boa ideia alguém sair, voltar a entrar e fingir que não o conhecemos.)

Excelente! Fui o escolhido: lá saí e coberto pelo véu do desconhecimento voltei a entrar na sala.
O grupo iniciou o questionamento:Qual o teu nome?; Quantos anos tens?; És uma pessoa boa ou má?; És mentiroso?; Onde vives?; És tio ou pai?; És um ladrão?; Vives no Porto ou no Brasil?; És sonâmbulo?; Voas ou não voas?; Já viajaste para longe?; És traquinas ou não és?; Andas debaixo de água?; És rico ou pobre?; És uma pessoa totó? ; Andas de prancha?; Transformas-te em peixe?
Concluída a inquirição, consideraram que já saber coisas importantes sobre mim, de dentro e de fora.
 
Concluímos a sessão preparando a próxima: QUEM GOSTAVAS DE CONHECER?
Eis as respostas a partir das quais retomaremos a investigação na próxima semana: Uma pessoa que voasse e ficasse sereia à noite.; Uma pessoa que se portasse muito bem., Os cães da minha tia.; Uma pessoa que nade muito bem.; Uma sereia que cantasse muito bem.; Uma pessoa da televisão.; A minha avó.; Todas as pessoas do mundo menos as que já conheço.; Um super herói.; O chefe do mundo.
Continua...

Café Filosófico no Colégio Efanor

DESAFIOS DA EDUCAÇÃO
com Pais e Encarregados de Educação
 

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Qual o estado do teu coração?

Na sessão passada o grupo do 4º ano estava entusiasmado com um texto lido e relido na aula de Português, tanto que quiseram apresentar-mo. Ainda bem, tratava-se de um dos textos de O Inventão, de Manuel António Pina - «Homenagem aos Pés».

Realizaram-se perguntas a partir do texto (e não sobre o texto) e elegeu-se a mais interessante, que, neste caso, levou a comunidade de investigação a uma bela sessão:
«O Inventão será deficiente?»


Foi hora da competência filosófica da clarificação: o que é ser deficiente?
As diferenças entre ser doente, ter uma doença muito grave e ser deficiente estabeleceram limites entre os conceitos mas não foram capazes de uma definição coesa de deficiente. Não obstante o grupo distinguir/ conhecer alguns tipos e origens de deficiência.
Acabámos por nos dirigir para a questão da felicidade - Pode alguém deficiente ser feliz?

E é neste ponto, com um Não convicto  dos participantes, que passamos para a sessão de hoje. A visualização da curta-metragem Cordas deu o mote de entrada.

Pedida a moral da história, numa frase simples e directa, aparece a felicidade de alguém, não dependendo (pelo menos em exclusivo) das sua incapacidades físicas ou mentais.

«A amizade une as pessoas, como as cordas e as pontes.»
«A amizade faz as pessoas felizes.»
«Devemos ajudar as outras pessoas.»
«Quando imaginamos podemos ficar felizes.»

Abaixo ficam algumas perguntas para uma entrevista imaginária a alguém com deficiência:



Obrigada pelo envolvimento de todos!

Dia Mundial da Filosofia - 20 Novembro


Por iniciativa da UNESCO, a terceira quinta-feira do mês de Novembro é dedicada à Filosofia.

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

O que se faz em Filosofia?

O 4º ano colocou no quadro os verbos que fazem as nossas sessões de Filosofia.
Melhorar; Comentar; Explorar; Descobrir; Respeitar; Aumentar (o pensamento); Participar, Agrupar; Perguntar; Responder; Esperar; Ouvir; Comentar; Pesquisar; Descobrir e todos os verbos que a seguir podem ver encheram a lousa.
 
 
Espontaneamente, a comunidade de investigação começou a ligar os conceitos que as palavras expressam. Então, cada participante escolheu três verbos e explicou ao grupo qual a conexão entre eles.
 
Em seguida, tratou-se de mudar o meio de comunicação, de transformar o que está em letras e palavras em imagem. Quem observar o desenho realizado deve conseguir saber a que verbo se refere.
 
Agora é a sua vez: que verbo atribuiria a cada desenho?
 
(Copiar)
 Não resisti a perguntar ao G. se copiar é bom ou mau e se é representativo das sessões de Filosofia. Ele pensa que copiar é algo de mau porque não estamos a usar a nossa mente, mas apenas a usar o que o outro pensou: não aprendemos. Em Filosofia às vezes acontece, quando a professora pede para escrever uma palavra ou uma frase e quem está ao lado vê e escreve a mesma.

(Ler e Escrever)
(Pensar, Responder)
(Ouvir, Esperar)
(Perguntar) 
(Esperar, Participar)
(Aumentar, o pensamento)

3ª edição do Curso de Formação FILOSOFIA PARA CRIANÇAS: fundamentos, métodos e práticas

Antes da conclusão da 2ª edição, estão já abertas as inscrições para a 3ª:

Curso de formação acreditado CCPFC (1 crédito - 25h presenciais)
 
Destinatários: Educadores de Infância,  Professores do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico, técnicos que desenvolvam trabalho com crianças e todos os interessados em aventuras do pensamento.
 
Local: Guimarães (sede da ASSP)
 
Calendarização: 24 e 31 de Janeiro e 7 e 21 de Fevereiro de 2015
 
 
Custo: 35€ (associados da ASSP têm 50% de desconto)
 
 
Mais um desenvolvimento da parceria com a
ASSP (Associação de Solidariedade Social dos Professores) - Delegação de Guimarães

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Entrevista de Rebecca Newberger Goldstein

Excelente entrevista de Rebecca Newberger Goldstein a propósito do lançamento do livro

Siga o LINK para a entrevista completa.

Excerto:
A related question about the way Plato did philosophy—specifically about the dialogue form. Would it be fair to say that, in some sense, the form in Plato is the content? Or at least that we have to take the form in which he wrote philosophy seriously.
 
I think we have to take the [dialogic] form extremely seriously, and also be very sceptical of [Plato’s] doctrines—all of them, including the forms, the body-soul dualism and so on. Plato tells us, in the Seventh Letter, that he writes philosophy with reservations. But he wrote a lot and he chose the dialogue form, so clearly there is something important, philosophically, that he is telling us there. What I’d like to think [he’s saying] is that we can’t do it [philosophy] alone, it really has to happen in the clash of points of view. The things we really have to examine are so constitutive of our thinking that we’re not aware them, and so you need these other points of view. And I like to think that Plato is also telling us the more diverse the points of view the better.

So you’d be sympathetic to someone like Stanley Cavell who says that philosophy ought to aspire to the condition of conversation?
 
I am, very much. I guess there have been lonely geniuses—Nietzsche was a lonely genius—but even they converse with other philosophers, at least with the texts. When I separate myself from philosophers for too long, I feel the lack, I feel insecure. I need to say something and have one of my abrasive philosophical friends say, “Look, that could mean (a), (b) or (c), and (a) is trivial, (b) is false…” Given that philosophy is argument, you’re not going to test it against empirical reality—you’ve got to test it against other points of view.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Encontros do DeVir Jr - escolas básicas de Loulé & Quarteira

Workshops gratuitos de Voz, Percussão, Música Electrónica, Dança e Filosofia Prática. Para alunos do 3º ciclo; (as inscrições foram prolongadas além de 20 de Out.):
 
«- Vamos fazer explodir Loulé & Quarteira com as tuas ideias!
Queremos fazer contigo um festival marcante, que invada a tua cidade, onde se fale do que normalmente não se discute e se discuta o que normalmente não se fala. Vamos inventar cidades imaginárias, novas e perfeitas, contribuir para que todos criemos de uma consciência cívica e ecológica.»


segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Café Filosófico em Guimarães - 6 Novembro - 5ª feira

6 Novembro21h30
C.A.R. (Círculo de Arte e Recreio)
Rua Francisco Agra, n.º 74 (Rua com ligação à Rua Gil Vicente)

 
Mais um desenvolvimento da parceria com a
 ASSP - Associação de Solidariedade Social dos Professores - Delegação de Guimarães.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Filosofia para Crianças no Infantário de Avioso - Santa Maria - Maia

Primeira sessão de FILOSOFIA PARA CRIANÇAS no Infantário de Avioso - Santa Maria da Santa Casa da Misericórdia da Maia.
 
As sessões são destinadas a 2 grupos do último ano do Pré-Escolar (5 anos), com periodicidade semanal e realizadas em regime pro bono.
 
“O fortalecimento do pensamento na criança deveria ser a principal actividade das escolas e não somente uma consequência casual.” M. Lipman

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Quem se importa com o canário do Daniel?

A sessão hoje foi um delírio!
Recebemos a visita de alguns elementos do 2º C, o que animou bastante a conversa.
 
Ainda em torno do ponto de interrogação, e sabendo que «São coisas que usamos para perguntar coisas que queremos saber.» (Adriana) logo ficou claro que «Obrigada.» não quer saber nada, quer apenas dizer que estamos gratos por algo. (A Angelina mudou de ideias e deu um novo exemplo, agora sim, de um pergunta: «Queres ser meu amigo?».)
 
Pois bem, o ponto de interrogação é importante e fazer perguntas também!
 
Surge a discordância, pela voz do Guilherme: «Pode não ser importante. Quando alguém pergunta coisas e já sabe a resposta ou já sabe o que o outro vai dizer, não é importante.»
O Daniel concorda, mas com outra razão - a brincadeira: «Quando perguntamos, na brincadeira, "És maluquinho?" já sabemos que a pessoa não é e estamos só a brincar com ele.» Na verdade não queremos uma resposta.
 
Passemos a um pergunta realmente importante, então: «Será que o meu canário fugiu?». (Daniel)
A não ser que o leitor pense no seu próprio encantador canário imagino que dará menos importância a esta pergunta do que a «Tem a vida sentido?».
Mas, de facto, o Daniel e a sua família adoram o canário, «se ele fugiu pode ser comido por um gato» e «todos os outros pássaros darão bicadas nesse gato!». A pergunta é muito importante pois o seu desfecho pode trazer muita tristeza.
 
Porém, apesar de a Angelina também ter ficado muito triste quando morreu o seu gato e compreender o Daniel, a maioria dos elementos concorda que a pergunta não é importante - para milhões de pessoas no mundo o destino do canário do Daniel não é importante, logo a pergunta não é importante.
 
Entra na sala um elemento novo: o Luís. Excelente! Certamente trará uma ideia nova precisamente por estar totalmente fora do que ali estava em causa!
Infelizmente não. O Luís também não vê a importância da pergunta, pelos mesmos motivos já enunciados - para quase toda a gente no mundo, isso não é importante.
 
E assim se findou a hora desta sessão de Filosofia para Crianças: sem decidirmos claramente se a tão grande tristeza de poucos vale menos ou mais que a indiferença de muitos, mas sabendo que «uma pergunta pode ser e não ser importante ao mesmo tempo, embora para pessoas diferentes» (grupo)!


 
 
Grata a todos pela sessão!!

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

IV Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade - 6 e 7 Novembro - Universidade do Minho, Braga

Organização conjunta do Departamento de Filosofia do ILCH-U.Minho
e do projeto filocriatiVIDAde.

- Inscrições abertas!

Lá estaremos com Nuno Paulos Tavares e a comunicação
Fazer Filosofia Com Crianças: níveis de exigência do facilitador.
 
Siga o LINK para o programa completo do evento.
 



terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Entrevista a antigo coordenador do DSM: “Transformamos problemas quotidianos em transtornos mentais.”

E PARA PROBLEMAS QUOTIDIANOS ESTAMOS CÁ NÓS:
 
Allen Frances dirigiu durante anos o Diagnostic and Statistical Manual (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisto periodicamente em nome da adaptação aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipa que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos.
 
Siga o LINK para a entrevista completa:

Alguns excertos:

"Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação."
 
"P. A influência dos laboratórios é evidente, mas um psiquiatra dificilmente prescreverá psicoestimulantes a uma criança sem pais angustiados que corram para o seu consultório, porque a professora disse que a criança não progride adequadamente, e eles temem que ela perca oportunidades de competir na vida. Até que ponto esses fatores culturais influenciam?
R. Sobre isto tenho três coisas a dizer. Primeiro, não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo esses benefícios não foram demonstrados. Segundo: estamos fazendo um experimento em grande escala com essas crianças, porque não sabemos que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo. Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos. Terceiro: temos de aceitar que há diferenças entre as crianças e que nem todas cabem em um molde de normalidade que tornamos cada vez mais estreito. É muito importante que os pais protejam seus filhos, mas do excesso de medicação."
 
"P. Em 2009, um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. É crível que uma em cada três crianças seja hiperativa?
R. Claro que não. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil e, entretanto, 11% das crianças nos EUA estão diagnosticadas como tal e, no caso dos adolescentes homens, 20%, sendo que metade é tratada com fármacos. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos! Isso é algo selvagem, desumano. Os melhores especialistas, aqueles que honestamente ajudaram a definir a patologia, estão horrorizados. Perdeu-se o controle."

terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Workshop FILOSOFIA PARA CRIANÇAS - abordagem inicial (6 horas)

ÚLTIMAS INSCRIÇÕES para Sábado, 4 Outubro.

Formador: Nuno Paulos Tavares

Local: Acima da Média - Vila Seca, Barcelos

Solicite a ficha de inscrição ou mais informações: info.acimadamedia@gmail.com
 

Uma colaboração com Acima da Média
Centro de Estudos e Formação Profissional

terça-feira, 23 de Setembro de 2014

Da Prática Filosófica Com Crianças por Nuno Paulos Tavares

Boletim Informativo ASSP
(Associação de Solidariedade Social dos Professores)
 189 - 3º Trimestre de 2014
 
Uma síntese em pouquíssimas palavras!
 
 

domingo, 14 de Setembro de 2014

Acção de Formação FILOSOFIA PARA CRIANÇAS - Outubro e Novembro - Guimarães

Curso de formação acreditado CCPFC (1 crédito - 25h presenciais)
 
Filosofia para Crianças: Fundamentos, métodos e práticas

2ª edição
 
  Para Educadores e Professores do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico, técnicos que desenvolvam trabalho com crianças e todos os interessados em aventuras do pensamento.
 
Siga os LINKS:
Calendarização
 

Custo: Associados da ASSP = 25€ ; Não associados da ASSP = 35€.
 
Inscrições no Centro de Formação Francisco de Holanda
 
Mais um desenvolvimento da parceria com a ASSP (Associação de Solidariedade Social dos Professores) - Delegação de Guimarães.

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

terça-feira, 9 de Setembro de 2014

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

"O pensamento como exercício comunitário: colaboração, crítica e autocorrecção. "

I Jornadas ASSP (Associação de Solidariedade Social dos Professores) - GUIMARÃES
Escola e Comunidade: Redes Colaborativas

Enteléquia - Filosofia Prática presente na mesa dedicada a BOAS PRÁTICAS em Projectos Colaborativos.
 
 
Nuno Paulos Tavares - Comunicação e posterior diálogo:
"O pensamento como exercício comunitário: colaboração, crítica e autocorrecção. "


quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Férias em Grande: ÁGUA FILOSÓFICA

 

A Apedcm - Ass. de Pais da Escola Dr. Costa Matos, em  Vila Nova de Gaia, recebeu-nos hoje para os já habituais Diálogos Filosóficos das Férias em Grande.
 
Várias perguntas foram nascendo a partir da observação inicial de uma simples palhinha num copo de água.
Observando-se que, em resumo, duas coisas aconteciam (a palhinha aparecia-nos «cortada» ou com uma largura diferente e isso era causado quer pela água, quer pela nervura do copo plástico) logo surgiu, ainda que subrepticiamente, a questão: A palhinha mudou quando imersa em água?
 
No decorrer do exercício, essa questão tornou-se manifesta nas perguntas colocadas pelos participantes:
 
 
Ao ler em voz alta todas as perguntas várias vozes fizeram notar alguns factos:
 
* algumas perguntas são iguais, querem saber a mesma coisa;
* algumas perguntas têm a resposta lá dentro;
* algumas perguntas respondem a outras...
 
Numa tentativa de agrupar as perguntas semelhantes o Alexandre sugere o seguinte grupo: 2, 3, 4 e 7.
O grupo reagiu discordando: o Luís explica que «parece diferente» se distingue de «deforma», porque aqui a palhinha já é diferente e não apenas parece diferente.
O Alexandre concordou e refez a sua ideia e o restante grupo colaborou com outros exemplos de coisas que parecem mas não são:
* na Matemática, podemos estar a ver uma parte do sólido, apenas, e ele parece-nos uma face, relembrou a Beatriz.
* quando colocamos açúcar na água (ou sal) ele fica invisível mas ele está lá! A água fica doce!, nota o Luís.
 
Mas....,esta diferença entre o que parece ser mas não é, só se aplica esta experiência da palhinha dentro ou fora do copo de água? Na Matemática e no laboratório de Ciências?
 
«- Não! Não, não , não!!! - exclamou imediatamente a Beatriz: às vezes parece-nos que uma pessoa é boa, mas depois... Não é.»
 
As perguntas seguiram-se naturalmente:
* O que é uma boa pessoa?
* Como sabemos que uma boa pessoa é uma boa pessoa?
* Essa pessoa é boa porque é boa ou porque nós a vemos boa? (Em paralelo com a palhinha - bem colocam o Luís e o Alexandre em evidência - ela deformou-se ou nós é que a vemos deformada?)
 
Fomos em busca de atributos que definem uma boa pessoa:
fiável (Beatriz); ajuda sem querer nada em troca (Luís); tem respeito pelos outros (Sheila); é amiga e carinhosa (Morais); é simpática e não diz as coisas pelas costas (Fábio); fiel (Ricardo)...
Até que o Alexandre reiterou: «-Não é possível definir uma boa pessoa!»
- Porquê?
«- Porque todos dizem uma coisa diferente!!»
 
A Inês Rocha, corajosamente quis saber «Então e eu, sou boa pessoa?» Um alvoroço, «Sim!» «Não!» «Sim!» «Não!» «Assim-assim!», enquanto todos a rodeiam com grande carinho e respeito.
Bem, afinal ... parece estar aqui qualquer coisa de definição! :)
 
Grata a todos pelo empenho e dedicação!!
 

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Férias em Grande: DIÁLOGOS FILOSÓFICOS COM ADOLESCENTES

 FÉRIAS EM GRANDE  na Escola Costa Matos em V.N.Gaia 
 

A ementa de ontem das questões à escolha 
para os diálogos filosóficos.


FÉRIAS EM GRANDE (Junho - Julho - Agosto - Setembro) Iniciativa promovida pela Associação de Pais da Escola Dr. Costa Matos (APEDCM).

domingo, 20 de Julho de 2014

Final de ano lectivo: O QUE JÁ CONSEGUES FAZER MELHOR? PORQUÊ?

Sessões de Filosofia para Jovens
Já consigo fazer frases com palavras mais complicadas quando sei o significado delas e imagino muitas mais coisas que antes não me passavam pela cabeça. Sara K., 5º ano

Já consigo ter mais participação e autonomia, porque eu antes era muito tímida. Sofia C., 5º ano

Pensar, porque consigo raciocinar melhor e já penso antes de responder. Keil C., 5º ano
 

 Eu já não fico tão indecisa nas minhas respostas porque nas sessões de Filosofia as nossas respostas tinham de ser muito directas. F. C., 8º ano

Já me sinto mais seguro, pois esta disciplina obriga-me a tal para intervir nas discussões. M. R., 8ºano

O que já consigo é o ouvir, pois  eu não era bom ouvinte e penso que o ouvir é muito importante. R. Z., 8ºano
Dar a minha opinião sem medo. Antes não acontecia. J.C. 8º ano
 
Já aprendi a pôr o dedo no ar e a esperar R., 4º ano
 
Já aprendi a responder com serenidade. D.B., 4º ano
 
Já aprendi a ver quando estamos a fugir do assunto. Antes nem sequer sabia. B., 4º ano